Trabalhar menos, aposentar-se, viajar, ver os filhos se formando… Esses são alguns exemplos de qualidade de vida após os 50. A questão é: como conseguir tudo isso?

A resposta é pensar sobre esse assunto desde cedo. Assim, você terá tempo de realizar estratégias de longo prazo que tragam estabilidade e segurança no final da maturidade e na terceira idade.

Neste artigo, vamos listar 7 passos para alcançar a qualidade de vida depois dos 50 anos. Acompanhe!

1. Repense seu padrão de vida

O período de aposentadoria exige adaptações, mas nem todo mundo está preparado. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgada pelo Valor Econômico, demonstrou que 64,2% dos brasileiros não se organizam para esse momento da vida.

Outro levantamento do SPC — dessa vez publicado pelo jornal Notícias do Dia Online — aponta que, do total de brasileiros que não se preparavam para a aposentadoria (nesse caso, 57%), 17% esperavam depender somente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Essa atitude não é recomendada, porque o nível de renda cai consideravelmente. Quando você tem uma receita complementar, ainda assim pode obter um valor mensal mais baixo que o do último salário.

Por isso, avalie o seu padrão financeiro atual e considere todos os seus gastos. Anote-os em uma planilha e veja em que pode cortar para começar a economizar. Pense no longo prazo e tenha a qualidade de vida como meta. Vai valer a pena!

2. Quite todas as dívidas

O endividamento é uma preocupação constante na vida dos brasileiros. Segundo a Serasa Experian, o nível de inadimplência no país atingiu 63,8 milhões de pessoas em janeiro de 2020. O resultado foi maior que em janeiro do ano anterior, quando houve recorde no total de devedores (aproximadamente 61 milhões de pessoas).

Já entre as pessoas com mais de 61 anos, o nível de inadimplência em julho de 2016 (última publicação específica sobre o assunto) chegava a 7,5 milhões de brasileiros, também de acordo com a Serasa Experian. Esse número representava 12,7% do total de devedores no período.

O que os dados demonstram? A necessidade de evitar as dívidas agora para não tê-las no futuro. Afinal, as contas são as grandes responsáveis pela dificuldade financeira das famílias.

O ideal é evitar os gastos exagerados, as compras imprevistas e impulsivas, além das despesas supérfluas. Mantendo a planilha financeira que citamos anteriormente, você terá uma visão mais clara dos valores pagos, o que permitirá fazer um planejamento adequado. 

Ao mesmo tempo, quite todas as dívidas atuais o mais rápido que puder. Se as taxas de juros cobradas forem muito altas (como é o caso do cheque especial e cartão de crédito), o ideal é tentar trocá-las por um empréstimo menos caro, por exemplo, o Crédito com Garantia de Imóvel. 

Assim, você consegue pagar as contas atrasadas com o abatimento de uma parte dos juros e evita que o valor devido se torne uma "bola de neve".

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3. Reestruture o planejamento financeiro para garantir economia

Essa atitude geralmente envolve toda a família, mas é importante manter uma reserva financeira separada para ter qualidade de vida depois dos 50. Essa é a maneira mais eficaz de assegurar que não terá que trabalhar após a aposentadoria.

Essa recomendação evita que você gaste o dinheiro com outras necessidades e impulsos, como a compra de um carro, imóvel, roupas ou pagamento de contas. Além disso, a reestruturação do planejamento financeiro exige a realização de algumas etapas:

  • reflita sobre seu objetivo: pense quando deseja se aposentar e verifique a necessidade de trabalhar mais alguns anos para garantir sua qualidade de vida;
  • analise as receitas que terá: avalie quanto receberá do INSS, se tem um plano de previdência privado ou complementar, se conta com algum tipo de investimento etc.;
  • estime o quanto precisa juntar: contabilize as prováveis despesas futuras e projete sua necessidade de renda após os 50;
  • mantenha uma reserva financeira mensal: faça aportes todo mês a fim de assegurar que terá o valor necessário;
  • reveja sua estratégia periodicamente: analise se está chegando perto do seu objetivo, se pode guardar mais ou se é necessário fazer ajustes.

4. Faça aplicações em investimentos seguros

A reserva financeira que você cria mensalmente deve ser aplicada para aumentar o valor guardado. No entanto, é preciso ter cuidado, especialmente com investimentos de Renda Variável, já que o montante está sujeito às flutuações do mercado e pode ser perdido.

O ideal é apostar na Renda Fixa, modalidade que tem baixo risco e traz um retorno interessante e significativo dependendo da opção escolhida. Há 3 aplicações que se encaixam nesse conceito:

  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI): é um título emitido por bancos para financiar as atividades imobiliárias. A rentabilidade é alta e pode ser pré ou pós-fixada;
  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA): é similar à LCI, mas voltada às atividades agropecuárias. O risco está atrelado às safras e, portanto, o retorno também é elevado;
  • Certificado de Depósito Bancário (CDB): tem menor risco que as outras duas operações e exige um valor baixo de aplicação. O retorno pode ser pré ou pós-fixado, mas costuma ter a segunda opção, sendo indexado pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI), índice que faz o lastro das operações entre bancos. É possível conseguir rentabilidade de mais de 100% do CDI.

5. Conte com a ajuda da família para conquistar estabilidade

Os integrantes da sua família (pais, esposa, marido, filhos ou qualquer outra pessoa que more na mesma casa) devem participar da economia proposta a fim de garantir a sua qualidade de vida. Explique às crianças que é preciso poupar para sempre ter dinheiro e dê o exemplo.

Aproveite para oferecer uma mesada educativa aos seus filhos. Ao mesmo tempo, conte com o cônjuge para ter uma renda maior e pagar as contas. É desse modo que você conseguirá guardar uma quantia mensal mais elevada.

6. Tenha disciplina para garantir a qualidade de vida após os 50

O cálculo do valor necessário à sua aposentadoria exige que você seja altamente disciplinado. É preciso aplicar um montante mensal. Tenha em mente que essa quantia é como uma conta, ou seja, não deve ser esquecida nunca.

Considere o fato de que pode haver muitos gastos com despesas médicas e que a expectativa de vida tem aumentado. Por isso, além de disciplina, aproveite para reservar um valor extra, que assegura ainda mais tranquilidade ao seu futuro.

7. Lembre-se que não é preciso deixar de viver

Esse passo a passo pode fazer parecer que é necessário deixar todo o conforto de lado para ter dinheiro durante a aposentadoria. No entanto, você pode — e deve — continuar vivendo normalmente.

Economize o que puder, faça os cálculos e veja quais gastos pode reduzir. Porém, não faça sacrifícios demais. Tenha em mente que essas atitudes garantem o seu futuro, mas não podem penalizar o seu presente. Inclusive, fazer seu dinheiro trabalhar por você por meio de investimentos é uma ótima estratégia para maximizar seus ganhos e não precisar se privar tanto agora. 

Entendeu o que precisa fazer para ter qualidade de vida após os 50? Aproveite as dicas e comece a colocá-las em prática agora mesmo. Se você tem alguma estratégia de como guardar ainda mais dinheiro, deixe seu comentário!

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