Imprevistos acontecem e são uma ameaça a qualquer planejamento financeiro. Por isso, é preciso estar preparado e ter uma reserva de emergência.

Um dinheiro guardado ajuda bastante a resolver certos problemas, além de evitar que você fique enrolado com dívidas e juros. Mas e aí, quanto, como e onde guardar? Falaremos um pouco sobre essas questões a seguir. Confira!

O que é uma reserva de emergência?

Reserva de emergência é um dinheiro que fica guardado para pagar qualquer imprevisto:

  • um procedimento médico que o plano não cobre;
  • remédios caros, no caso de uma doença grave;
  • um conserto urgente na casa ou no carro;
  • desemprego, falência, crise nos negócios ou qualquer problema que afete sua fonte de renda.

O ideal é que esse fundo seja suficiente para bancar um ano inteiro de despesas mensais da sua família.

Ele deve ficar aplicado em um investimento líquido e seguro, que permita o resgate a qualquer momento e não tenha oscilações nos rendimentos — um CDB que ofereça liquidez diária, por exemplo, é uma ótima opção.

Além disso, a reserva deve ser usada somente em casos extremos — nada de pegar dinheiro de lá para compras!

Qual sua importância?

Muita gente considera que o cartão de crédito é uma forma de reserva de emergência, mas isso é errado: ele é uma forma de pagamento, não uma renda ou um dinheiro.

Vejamos mais detalhadamente essa questão. Imagine que todo mês você gasta até o último centavo do seu salário e nunca sobra nada. Em uma eventualidade, não havia dinheiro guardado; você precisou recorrer ao cartão.

Um mês depois, mesmo que nada mais dê errado, você terá que pagar o valor que desembolsou para solucionar aquele imprevisto anterior — afinal, a fatura chega.

Como de costume, tudo o que você ganha está comprometido. Por isso, não será possível quitar o total da dívida do mês anterior. Então, você será obrigado a pagar o valor mínimo da conta do cartão ou precisará recorrer ao crédito para arcar com o total.

Viu como um simples imprevisto se tornou uma despesa extra, com juros? O cartão resolveu momentaneamente seu problema, mas a conta chegou mais tarde e, sem dinheiro para quitar, você se endividou. 

Daí a importância de ter dinheiro guardado: ele evita que você tenha que recorrer ao cartão ou ao cheque especial quando qualquer coisa foge do planejado. Essas são duas das modalidades de crédito rápidas, mas cobram um preço alto pela comodidade: seus juros fazem uma dívida dobrar de valor em poucos meses.

Além disso, a reserva de emergência é essencial para garantir a tranquilidade e a estabilidade da sua família. Esse dinheiro entra em cena no caso de desemprego ou falência, por exemplo, e permite que você procure outro cargo ou monte um novo negócio com calma, sem precisar topar a primeira proposta que aparecer.

Como montar a sua reserva de emergência?

Agora que você já sabe o que é a reserva de emergência e qual a importância de ter uma, vamos à parte prática: afinal, como ter um fundo desse tipo?

Acompanhe estes 5 passos!

1. Faça um orçamento

O planejamento para montar sua reserva de emergência deve começar com um orçamento. Ele deve listar suas fontes de renda, bem como registrar e classificar todos os seus gastos. Você pode usar um aplicativo, uma planilha ou até um caderno.

Depois, faça um cálculo da média desses gastos, não se esquecendo de pagamentos anuais: IPTU, IPVA, seguros, matrícula das crianças na escola etc. Esse valor será importante para definir o quanto poupar.

2. Defina o valor da sua reserva de emergência

O ideal é que sua reserva de emergência seja suficiente para cobrir suas despesas mensais (que você descobriu ao fazer o orçamento) por 6 meses. Para isso, multiplique por 6 a média de gastos do seu orçamento.

Uma forma ainda mais simples de descobrir esse valor é multiplicar seu salário por 6. Se você tem um bom controle financeiro e gasta menos do que ganha, um ano de salário permitirá manter sua família com alguma folga, em caso de desemprego.

3. Estipule um prazo para montar a reserva

A reserva de emergência deve ser seu primeiro investimento. Do contrário, qualquer aplicação se torna arriscada, já que pode haver a necessidade de resgatá-la antes da hora — e nem sempre isso é possível.

A reserva dá segurança para que você planeje sua aposentadoria ou poupe com algum objetivo específico em vista, como uma viagem ou a compra de um bem. 

Se você tem R$ 5 mil de despesas mensais, por exemplo, o valor de R$ 60 mil em uma reserva pode assustar em um primeiro momento. 

Por isso, uma estratégia possível é definir algumas metas intermediárias menores (2 meses de salário, 4 meses de salário etc.) e um planejamento por etapas. Assim, você não se desmotiva.

Podem ser necessários alguns anos até chegar na quantia equivalente a 6 meses de despesas mensais. Felizmente, o tempo está a seu favor: quanto maior for o período pelo qual o dinheiro ficar aplicado, mais juros ele rende, e isso acelera o crescimento de sua reserva.

4. Corte gastos

Depois de saber qual sua média de gastos e fazer um planejamento do tempo necessário para atingir o valor ideal da reserva, chegou a vez de colocar a mão na massa, deixar a teoria e começar com a prática.

Pode haver diferentes métodos, mas não há nenhuma mágica para guardar dinheiro: você tem que gastar menos do que ganha e investir a diferença.

Se você já faz isso, parabéns! Do contrário, é hora de voltar ao orçamento e analisar seus gastos, visando identificar potenciais desperdícios.

Talvez você tenha que fazer uma readequação no seu padrão de vida: cancelar a assinatura da TV a cabo, deixar o carro na garagem e usar mais o transporte público, evitar compras por impulsos, parar de ir regularmente a restaurantes caros, entre outros.

Se isso não for suficiente, pode ser hora de atacar uma das maiores despesas: o aluguel. Veja se é possível se mudar para uma casa mais barata.

Também dá para equilibrar seu orçamento pelo lado das receitas, procurando um emprego com remuneração maior ou usando as horas vagas para obter uma renda extra.

5. Poupe ao receber

O planejamento para alcançar qualquer objetivo financeiro deve ser encarado com seriedade. Por isso, não espere o fim do mês para ver se sobra algum dinheiro e só então guardá-lo.

O ideal é poupar assim que você recebe, como se fosse uma despesa com vencimento naquele dia. É o que muitos chamam de “pay yourself first” (“pague a você mesmo primeiro”, em tradução livre).

Dessa forma, você garante o cumprimento do que foi estipulado no seu planejamento financeiro e evita gastar por impulso o que sobrou.

O ideal é que você invista 20% da sua renda. Se isso for muito difícil para você, comece com uma fatia menor e vá subindo o valor aos poucos, à medida que se acostuma com esse novo hábito.

E onde investir? Como dissemos, um CDB com liquidez diária é uma ótima opção. Ele tem rendimento superior à Poupança, cresce um pouquinho a cada dia e pode ser resgatado a qualquer momento, sempre que você precisar.

Acreditamos que, seguindo essas dicas, você saberá corretamente como fazer sua reserva de emergência para uma fase difícil, de forma que qualquer problema possa ser prontamente resolvido, sem se arrastar por meses de dívidas.

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