Em momentos de turbulência econômica, os gastos aumentam e, muitas vezes, as receitas não são suficientes para cobrir as despesas da família. Para ter uma situação mais tranquila, não há caminho fácil: é preciso sair do vermelho.

O primeiro passo para reverter a situação e equilibrar as finanças é manter a calma e se organizar. Depois, chega o momento de investir em um bom planejamento financeiro familiar e mudar hábitos que prejudicam a tranquilidade de todos.  

Veja como é fácil sair do vermelho em apenas 10 passos:

1. Organize suas finanças

Para sair do vermelho, é necessário, antes de tudo, organizar as finanças. É importante ser honesto e avaliar qual é sua real situação financeira: quanto ganha, quanto gasta e, principalmente, onde gasta. Faça uma análise do seu orçamento e separe os gastos em essenciais e supérfluos. Não há fórmula mágica: para manter as finanças saudáveis, será preciso cortar despesas e mudar alguns hábitos que, muitas vezes, já estão arraigados. 

Na hora de fazer a análise da vida financeira é importante listar também suas dívidas. Liste quanto deve e para quem deve, sem se esquecer de considerar os juros cobrados. 

2. Negocie o que deve 

Com suas dívidas organizadas, chega o momento de partir para a negociação com os credores. Comece pelos débitos que cobram os juros mais altos, como cheque especial e rotativo do cartão de crédito. Prepare uma proposta que esteja alinhada com a sua realidade financeira para não ter problemas no futuro por não conseguir arcar com o valor das parcelas.

Analise se vale a pena trocar uma dívida que cobra juros altos por uma opção mais barata, como um empréstimo consignado. Para quitar suas dívidas pode valer a pena fazer um sacrifício, como vender o carro e/ou deixar as férias em família para depois. A prioridade agora é colocar a vida financeira em dia!

3. Mude sua relação com o dinheiro

Para sair do vermelho e nunca mais voltar, apenas negociar as dívidas não é suficiente. É preciso evitar o risco de ter novas contas em atraso e, principalmente, rever a relação que você tem com o dinheiro. Para isso, reprograme a forma como você pensa e não hesite em acabar com o desperdício na sua vida. Economizar e ter disciplina é necessário. Se quer conquistar uma vida financeira saudável, é mandatório mudar comportamentos que você percebe que são nocivos às suas finanças.

Por exemplo: pagar academia sem frequentar as aulas; assinar revistas e jornais, apesar de ler notícias apenas na internet; e comprar roupas e acessórios mesmo com o guarda-roupa abarrotado são hábitos que podem colocar sua vida financeira em perigo, principalmente se você gasta muito mais do que ganha. A conta não fecha.

4. Estabeleça objetivos e metas

Sair do vermelho e começar a economizar fica mais fácil quando você tem metas e objetivos definidos. Por isso, reflita sobre quais são as prioridades financeiras da sua família, defina um prazo para realizá-las e divida esses objetivos em pequenas metas. 

Caso sua principal prioridade seja pagar suas dívidas e criar uma reserva de emergência, por exemplo, fixe um prazo para atingir esse objetivo e estabeleça metas, como reservar determinada quantia por mês para quitar suas pendências. Ao saber o que gostaria de realizar com o dinheiro, fica mais fácil mudar hábitos e começar a economizar. 

5. Controle seus gastos

Para sair do vermelho não basta renegociar suas dívidas. É preciso mudar velhos hábitos e passar a controlar os gastos. Apenas dessa forma você vai se certificar de que não gasta mais do que ganha.

São diversas as formas de manter as despesas sob controle: você pode anotar tudo que gasta em um caderno ou usar um dos diversos aplicativos de gerenciamento financeiro disponíveis no mercado.

Mas, independentemente do método adotado, é importante registrar tudo o que entra e o que sai da sua conta-corrente e do cartão de crédito. É importante lembrar: mesmo despesas menores, quando somadas, podem fazer a diferença no seu orçamento doméstico

Crie pequenas metas de gastos e acompanhe como estão suas despesas para ver se está conseguindo se manter dentro do que estabeleceu. Se gastar demais em uma área, procure compensar em outra para não ter problemas no final do mês.

6. Mantenha uma reserva de emergência

Um ponto importante para sair do vermelho e nunca mais voltar é criar um fundo de emergências. Essa reserva, que deve corresponder a pelo menos três meses de despesas mensais, deve ser usada em caso de imprevistos, como a perda de um emprego ou uma doença na família.

Ao ter um fundo para gastos que não foram previstos, você evita ter que recorrer a empréstimos. Coloque a quantia em um investimento que ofereça liquidez e não tenha um período de carência, já que você pode ter que sacar determinado valor a qualquer momento.

7. Busque novas alternativas de renda 

Muitas vezes, a renda recebida não é suficiente para cobrir os gastos da família. Se esse é o seu caso, é importante considerar, além do corte de gastos, a possibilidade de buscar outras fontes de receita. 

Analise suas habilidades e veja como você poderia usá-las para complementar o que ganha atualmente. Cozinhar para fora, fazer trabalhos como freelancer e prestar pequenos serviços, por exemplo, são algumas das opções. Não deixe de envolver sua família e ver como cada um pode contribuir com as despesas da casa. Todos devem trabalhar em prol da estabilidade financeira.

8. Fuja das compras por impulso

As compras por impulso podem ser grandes inimigas das finanças saudáveis. Para sair do vermelho é importante não comprar nada do que não for realmente necessário. Antes de abrir a carteira, reflita se você realmente precisa daquele produto ou serviço, veja se não é possível, por exemplo, pedir emprestado a alguém ou alugar.

Mas, caso conclua que realmente precisa fazer a compra, um cuidado importante é realizar uma pesquisa de preços a fim de pagar o menor valor possível pelo item. Não deixe também de negociar preços e pedir descontos caso faça o pagamento à vista.

9. Evite parcelamentos 

As compras parceladas podem prejudicar seus objetivos e metas, sendo grandes empecilhos para você sair do vermelho. Isso acontece porque parcelamentos em excesso prejudicam seu controle financeiro e podem fazer com que, no futuro, você não tenha receita suficiente para arcar com as parcelas de várias compras realizadas.

Sempre que possível, dê preferência para as compras à vista. Se parcelar for inevitável, não deixe de prever o valor de cada parcela no seu planejamento financeiro. 

10. Pegue um empréstimo

Trocar uma dívida alta por outra mais barata pode ser uma alternativa se você quer sair do vermelho e organizar sua vida financeira. Esse caminho pode ser especialmente interessante para quem está devendo no cartão de crédito ou no cheque especial, que estão entre as modalidades que cobram os juros mais altos do mercado.

Veja em que situações pode valer a pena pegar um empréstimo para sair do vermelho:

  1. Se você está com o nome sujo: recorrer a um empréstimo a fim de quitar as dívidas pode ser a melhor alternativa para quem está com o nome no cadastro de inadimplentes. Por ser uma forma rápida e simples de resolver a questão, deve ser uma opção considerada por pessoas que precisam estar com a ficha limpa para alugar um apartamento ou concorrer a um emprego, por exemplo.
  2. Se você tem uma dívida cara: é uma situação muito comum: você recorre ao cheque especial ou ao cartão de crédito a fim de cobrir seus gastos do mês e, pouco tempo depois, a dívida vira uma bola de neve. Graças aos juros altíssimos, um débito de R$ 100 vira R$ 1 mil. Para virar o jogo e sair do vermelho, recorrer a modalidades de empréstimo com juros mais baixos pode ser a saída. 

Mas antes de pegar um empréstimo para sair do vermelho, é essencial tomar alguns cuidados. O mais importante deles é pesquisar as diferentes modalidades disponíveis pelo mercado e optar por aquela que oferece as melhores condições — por exemplo, juros baixos e prazos maiores de pagamento.

Veja alguns tipos de empréstimo disponíveis:

10.1 Crédito com garantia de imóvel

Nessa opção de empréstimo, seu imóvel é dado como garantia para a instituição financeira em que pegará dinheiro emprestado, sem a necessidade de vendê-lo. Entre as principais vantagens de apostar no crédito com garantia de imóvel, estão as taxas de juros, que são bem mais baixas do que de outras modalidades, como empréstimo consignado e crédito pessoal.

Há, no entanto, algumas restrições para solicitar essa modalidade de empréstimo. É preciso ter um imóvel (residencial ou comercial) quitado e com a documentação em dia. Ao recorrer ao crédito com garantia de imóvel, o bem continua no nome do proprietário, que não precisa se mudar do local. Geralmente, o empréstimo é concedido com prazo mínimo de 12 meses e máximo de 180 meses. O tempo, no entanto, varia de acordo com a instituição financeira.

10.2 Empréstimo consignado

Não tem um imóvel quitado para dar como garantia? Então pesquise sobre empréstimo consignado. Nesse modelo, a financeira ou banco empresta o dinheiro e o valor das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento.

Como a instituição financeira tem certeza de que vai receber a quantia emprestada de volta, a taxa de juros costuma ser mais baixa do que no caso de um crédito pessoal sem garantias.

Apesar de oferecer juros mais baixos do que um empréstimo pessoal comum, o consignado não é uma alternativa para todos. Essa modalidade é restrita a servidores públicos ou funcionários de empresas que mantêm convênio com determinadas instituições financeiras.

10.3 Crédito pessoal

Uma das modalidades mais populares, o crédito pessoal se destaca pela facilidade. Ágil e prático de conseguir, muitas vezes pode ser feito até mesmo por quem não tem garantias a oferecer. Outra vantagem desse tipo de empréstimo é o fato de poder escolher a data do pagamento das parcelas. Isso ajuda na hora de organizar o orçamento, pois você pode programar o pagamento para depois de receber seu salário, aluguel, pensão etc. 

Por outro lado, por trás da aparente praticidade, o crédito pessoal pode esconder taxas de juros altíssimas, que comprometem seu orçamento e levam a novas dívidas. Para sair do vermelho e não voltar, é essencial ter disciplina e garantir que realmente conseguirá arcar com as parcelas do empréstimo, principalmente se não contar com uma renda fixa. 

É preciso, ainda, ter atenção e só recorrer ao crédito pessoal se for realmente necessário. Por ser uma modalidade relativamente fácil de solicitar, muitas pessoas pedem dinheiro emprestado indiscriminadamente, o que é um dos primeiros passos para o descontrole financeiro total. Lembre-se: seu objetivo é sair do vermelho. Por isso, mudar de hábitos e gastar menos do que ganha é algo inegociável. 

Pontos de atenção

Pegar um empréstimo pode ser a alternativa que você busca para sair do vermelho, se livrar de dívidas caras e limpar o seu nome. No entanto, para ter a vida financeira em ordem, é importante ter atenção a alguns pontos na hora de bater o martelo e decidir seguir por esse caminho:

Taxas de juros e encargos

Colocar no papel a taxa de juros e todos os outros encargos cobrados na operação é passo essencial para não se enrolar no pagamento. Optar pelo crédito com garantia de imóvel, nesse sentido, vale mais a pena do que um empréstimo pessoal sem garantias por conta dos juros cobrados, que são bem mais baixos e, ainda, do prazo de pagamento, que costuma ser longo.

Capacidade de pagamento

Antes de recorrer ao crédito, é preciso ter certeza de que o valor das parcelas é compatível com seu orçamento, considerando amortizações e juros cobrados. O indicado é que o valor destinado para quitar dívidas não ultrapasse 30% dos rendimentos líquidos da família.

Para sair do vermelho não há mistério, é preciso planejamento financeiro e mudança de hábitos. Passe a comprar de forma consciente, mantenha suas despesas sob controle e envolva sua família na vida financeira da casa. É muito importante que todos trabalhem juntos para atingir os objetivos de vida e mantenham o orçamento familiar sempre saudável. 

E você, tem mais alguma dica de como sair do vermelho? Já colocou algum desses passos em prática? Deixe seu comentário!

 

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