É chegada a época do ano em que muitos de nós temos algumas despesas extras para pagar, o que consequentemente impacta diretamente na nossa saúde financeira.  É aqui que vemos o planejamento financeiro entrar em ação (ou não)!

Pagamento de impostos como IPTU, IPVA, licenciamento, seguro obrigatório, quem tem filhos deve arcar com a rematrícula, compra de materiais e uma série de outras despesas.

O fato é que a transição de um ano para o outro impacta o nosso orçamento de diversas formas e se o nosso planejamento financeiro não estiver em dia, o início do ano pode vir recheado de dívidas.. 

E o que exatamente muda nesse período transitório? Por que esse momento é tão crítico? Bom, se fossem só as despesas mensais, seriam apenas mais um ou dois meses, mas sabemos que não é só isso. 

Como falamos ali em cima, além das despesas mensais, temos que contar com algumas outras coisas que não fazem parte da nossa rotina. Mas, tenha calma, nós vamos falar um pouco mais sobre elas e te dar algumas dicas de como se organizar de maneira eficaz na hora de fazer os pagamentos. Vamos lá?

IPTU 

O IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) é um imposto recolhido pela prefeitura local sobre as propriedades urbanas. 

Ele incide sobre casas, estabelecimentos comerciais e prédios uma vez ao ano, e o seu valor é calculado com base no valor venal do imóvel. Como assim?

O seu imóvel tem um preço específico para o Estado, e é através dele que a quantia é estabelecida pelo poder público que leva em consideração diversas variáveis: ano do imóvel, localização, valorização e desvalorização da região.

Uma outra coisa que pode impactar no valor do IPTU é quem é o dono do imóvel. Em algumas cidades, aposentados e pensionistas pagam um valor menor, enquanto outras podem até isentar o pagamento do imposto. Mas isso é uma regra local, ou seja, você precisa verificar na prefeitura da sua cidade. 

Ao receber o IPTU, você pode optar em fazer o pagamento à vista ou parcelado, e é aqui que você pode fazer uma certa economia. 

Se você efetuar o pagamento à vista, os descontos variam de 3% a 10%, isso também depende da política da sua cidade (é necessário verificar). 

Então, se você tiver uma reserva financeira, aproveite o desconto oferecido e faça o pagamento à vista, visto que dificilmente algum investimento terá uma rentabilidade tão alta quanto o valor do desconto.

Caso você não disponha dessa reserva ou tenha a quantia reservada para o pagamento do imposto, é preferível que você efetue o pagamento parcelado.

Se a sua escolha for pelo parcelamento, lembre-se de analisar o seu orçamento mensal: despesas fixas e variáveis e veja o quanto essa despesa vai impactar no seu orçamento. 

Se este ano você não conseguiu se preparar para este pagamento com antecedência, tenha isso em mente para o ano que vem: prepare-se desde o início do ano para quando chegar o IPTU seguinte, você não precise fazer nenhuma manobra financeira que possa prejudicar o seu orçamento. 

IPVA 

O IPVA (Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores), assim como o IPTU, também é cobrado anualmente, mas, nesse caso, sobre os automóveis. 

Ele é calculado mediante o valor do automóvel avaliado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e pode variar entre 1,4% e 4% do valor venal do veículo. 

Ah, uma coisa importante: alguns veículos são isentos do pagamento desse imposto. Mais uma vez, é necessário verificar quais são as regras aplicáveis na sua cidade. Em São Paulo, temos o seguinte cenário:

  • Veículos que possuem imunidade: órgãos públicos do governo federal, municipal, partidos políticos e entidades sindicais;

  • Isenção: carros com mais de 20 anos de fabricação, taxistas, pessoas com deficiência, igrejas, ONGs, veículos oficiais e transporte público;

  • Dispensa de pagamento: furto/roubo, leilão de veículo sucateado, apreensão judicial, sequestro e outros.

Não pagar este imposto pode acarretar multas e juros que vão crescendo dia após dia (juros sob juros). 

O IPVA também tem a opção de pagamento à vista ou parcelado, e você deve avaliar bem a forma como você fará isso. 

Cada estado possui uma política própria de pagamento, mas, via de regra, os descontos variam de 3% a 10%. Ou seja, dependendo da região em que você mora, aplica-se a mesma lógica que falamos do IPTU. 

Se durante o ano você conseguiu se preparar para pagar este imposto, aproveite o desconto e pague à vista, caso contrário, parcele e prepare-se para o ano que vem. 

Como se preparar com antecedência?

Aqui nós vamos falar da boa e velha organização financeira

O segredo para não se prejudicar financeiramente na virada de ano, sem dúvida nenhuma, é ter um planejamento anual.

Veja também: 

Mas o que é planejamento financeiro? 

Podemos dizer que o planejamento financeiro é algo que te ajuda a conquistar as suas metas e objetivos por meio do controle adequado das suas finanças. O planejamento te ajuda a ter uma visão geral da sua situação financeira e permite que você consiga ver o agora e o futuro, seja por meio de uma planilha ou anotações dos seus custos e despesas. 

Quando falamos em custos e despesas, não estamos falando apenas de IPTU e IPVA que chegam no final e começo de ano, mas também de licenciamento, seguro obrigatório para veículos, presentes de final de ano para amigos e familiares, alimentação e bebidas para a ceia de Natal e Ano Novo, despesas com a escola dos filhos e da faculdade e, também, das suas despesas mensais fixas e variáveis. 

Se você realmente deseja ter mais liberdade financeira neste período, existem algumas coisas que você pode fazer para se preparar. 

1. Discrimine os possíveis custos do período 

Com base nos anos anteriores, quanto você gastou em média com as despesas? 

Aqui, é importante que você já tenha um controle das suas despesas mensais fixas e variáveis, para que o valor extra seja apenas acrescentado. 

Como falamos lá em cima, sabemos que os impostos e os produtos que você queira comprar podem sofrer uma variação, isso é normal. Mas nada impede que você use os anos anteriores como base para se preparar.  

Aqui, é importante definir como será o seu final de ano. O que isso quer dizer? Você pretende viajar? Se sim, defina o destino com antecedência, pesquise valores, hotéis e faça um orçamento de quanto a viagem sairá e inclua-os no seu planejamento anual. 

Da mesma forma, se for passar as festas em família, faça um orçamento-base para investir nas festas de final de ano, amigo-secreto e coisas que ache importante. 

E, claro, não se esqueça dos impostos! 

Colocando tudo de uma vez "no papel", parece muita coisa, né? Mas pense o seguinte: fazer esse levantamento no começo do ano permite que você divida todos esses valores em 11 ou 12 meses. Não é mais fácil dividir tudo isso em um ano do que ter que arcar com tudo isso no susto?

2. Reveja as suas despesas 

Sabe aquela pergunta incrível que fazemos para nós mesmos sempre que tomamos um susto com a fatura do cartão? Como faço para poupar dinheiro? 

Então, aqui vai uma dica muito simples e bem valiosa que muita gente não dá a devida atenção: pelo menos a cada seis meses, faça uma análise dos seus gastos. Entenda o que você pode reduzir de despesas ou até mesmo, eliminar!

Talvez, tentar negociar o plano de telefonia, diminuir os pedidos de delivery na semana, cancelar a academia que você não tem dado tanta atenção.   

Faça esse exercício e tenha bastante sinceridade na hora de analisar. Ok?

3. Compre presentes no decorrer do ano

Se você é do tipo que ama presentear no final do ano, ou em datas comemorativas, já pensou que existe a possibilidade de comprar coisas durante o ano?

Se é uma pessoa muito querida e você sabe que aquele presente não vai decepcionar, compre com antecedência. Aproveite as diversas promoções anuais e até mesmo a Black Friday que acontece no mês de novembro. 

O segredo é você já ir pensando nos presentes e acompanhando os preços ao longo dos meses, assim, você terá certeza de que ele está com preço reduzido ou não. 

4. Invista

Bom, se você queria dicas para poupar dinheiro, esse é o seu momento! 

Investir é uma excelente forma de conseguir guardar e rentabilizar o seu dinheiro ao longo do ano.

Aqui, não estamos falando apenas de economizar dinheiro. Investimentos atrelados a indexadores como o CDI e a Selic tendem a trazer uma boa rentabilidade. A ideia é que, ao fazer o planejamento indicado lá no item 1, você consiga dividir esses custos ao longo do ano e invista este valor. 

Uma outra dica é já separar o seu 13º salário (caso você possua) e investir. Geralmente, o 13º é pago em duas parcelas e você pode investir essa quantia. Esse investimento, mais a rentabilidade do período, podem ajudar com as despesas do final do ano ou até mesmo a compor a sua reserva de emergência.  

E aí, conseguiu abrir um leque de opções para se programar para o final do ano? Lembre-se que a base de uma boa saúde financeira é um planejamento adequado à sua realidade. 

Mantenha o foco e a organização, assim, quando as despesas chegarem, você já estará com tudo pronto sem que as suas finanças sofram radicalmente. 

Inclusive, se você precisa de dicas na hora de se planejar para a fase dos materiais escolares, pode aproveitar e conferir um post bem completo que fizemos aqui no blog: Entenda qual a melhor época para comprar materiais escolares. 

Até a próxima!

Entenda qual a melhor época para  comprar materiais escolares

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