Ver o salário entrando na conta no início do mês e o saldo positivo é uma ótima sensação, não é? Mas, em seguida, vem o sentimento de tristeza ao pagar todas as contas e não sobrar quase nada. Essa é a realidade da vida financeira de muitos que passam o mês batalhando, mas no final não se planejam financeiramente e têm mais despesas mensais do que saldo em conta.

O fato é que o conceito de educação financeira é pouco discutido na maioria das casas e, consequentemente, os brasileiros cometem diversos erros na distribuição dos gastos mensais. Se você faz parte desse grupo, fique atento aos cinco erros mais comuns e repense como você tem organizado as suas finanças pessoais.

1. Não se planejar e gastar mais do que recebe.

No final do mês, o seu saldo sempre está negativo e sua conta no vermelho, isso pode ser um sinal de que você faz parte do grupo que gasta mais do que recebe. Parece óbvio, mas esse é um problema muito comum entre os brasileiros e pode gerar rapidamente uma bola de neve em dívidas. 

Principalmente nesta época do ano, com as confraternizações chegando, muita gente se empolga comprando os itens de Natal e Ano-Novo ou gastando a mais naquela decoração, sem pensar se esses gastos extras cabem no seu orçamento. Viver um estilo de vida com um padrão mais elevado do que cabe no seu bolso é um caminho perigoso. 

E muitas vezes as redes sociais também têm uma grande parcela de culpa nisso! Ver aquele objeto de desejo na internet, que todo mundo tem e divulga, faz você criar uma falsa necessidade sobre aquilo. O que, consequentemente, leva a uma compra por impulso no calor do momento, e é aí que entra o cartão de crédito, quando mesmo sem dinheiro, você já parcela.

Esse descontrole financeiro, na maioria das vezes, é culpa da desorganização com as suas finanças. Muitas pessoas não registram seus gastos ou nem sabem quanto têm de despesas fixas e, assim, ficam sem controle sobre o seu dinheiro.

O ideal é pegar o bom e velho bloco de notas, anotar suas despesas fixas e variáveis. Com esse planejamento você consegue fazer o cálculo dos seus gastos e definir ao que vai destinar cada parte do seu salário. Assim, você passa a gastar com consciência e dentro do seu limite.

2. Não ter controle sobre o cartão de crédito.

“Vou passar no cartão, aí não fica pesado pagar tudo de uma vez”. Esse é um discurso que ouvimos muito por aí e, com essa desculpa, as pessoas passam cada vez mais produtos no cartão e vão parcelando em várias vezes, confiantes que se não tem juros, então dividir em dez vezes não é um problema.

Mas se engana quem pensa que o uso excessivo do cartão de crédito não traz consequências. Você terá uma parte do seu salário comprometido com essa dívida durante muito tempo, antes mesmo de recebê-lo. E caso você não pague até o dia do vencimento, lembre-se que os juros não são baixos.

O ideal é optar pelo pagamento à vista, assim seu controle é maior. Mas se for necessário usar o cartão, organize-se com antecedência, anote e planeje no seu orçamento para que você possa pagar essas parcelas mensalmente sem ficar no vermelho no último dia útil do mês.

Veja também:

Como alcançar seus sonhos investindo em fundos de investimento de acordo com o seu perfil de investidor

3. Não traçar um objetivo financeiro.

Os objetivos são necessários em todas as áreas da nossa vida, pois eles nos impulsionam para alcançá-los, e quando falamos sobre finanças não é diferente. Na maioria das vezes, gastamos descontroladamente sem pensar no futuro, seguindo o lema de viver apenas o hoje. E por isso, o resultado é um saldo negativo na conta bancária. 

Quando temos metas traçadas, seja a curto ou longo prazo, esse objetivo limita e guia a nossa gestão financeira pessoal. Quando você tem um sonho, como por exemplo, comprar a casa própria, você vai organizar seu dinheiro com foco nisso e vai pensar duas vezes antes de gastar sem necessidade. Guardar uma quantia também passa a ser prioridade na sua rotina, pois agora você tem uma meta a cumprir.

4. Não destinar uma parte a uma reserva de emergência.

Não dá para saber o que vai acontecer daqui a cinco minutos, imagine o amanhã. Por isso, dentro da distribuição de gastos mensais de todo trabalhador, deveria ser prioridade juntar dinheiro para uma emergência. 

Mas o que ocorre é justamente o contrário. Um dos maiores erros na hora de organizar a sua vida financeira é não se preocupar com os empecilhos e gastos extras que acontecem na rotina, e não guardar nenhum valor para emergências.

Ter uma reserva é sinônimo de segurança e evita dívidas futuras, afinal, se acontecer alguma coisa, você não tem que parcelar no cartão ou pedir dinheiro emprestado a alguém. 

Um exemplo atual de como é importante ter sempre um plano B e guardar dinheiro é o cenário que enfrentamos com a pandemia. Fomos pegos de surpresa pelo desemprego, salário reduzido e isolamento social. Em uma situação totalmente nova, quem tinha sua reserva de emergência, consequentemente, tinha uma estabilidade financeira maior. 

5. Deixar dinheiro parado na conta corrente.

O que você faz com aquele saldo no final do mês ou com aquele dinheiro que junta há um bom tempo para realizar um sonho? Deixar ele guardado e parado não trará rendimento algum. Com o investimento financeiro o seu saldo começa a render e, a longo prazo, pode aumentar seu patrimônio. 

Mas a realidade é que poucos pensam nisso na sua rotina ou hora da distribuição mensal do seu dinheiro. Pela questão da educação financeira não ser uma pauta frequente, muitas vezes as pessoas não pensam na tranquilidade que o investimento pode gerar e não destinam nenhum valor para isso. 

Há também o mito que só é possível investir se você possui uma boa quantia, o que é mentira. Você pode, sim, investir sem possuir um valor exorbitante. Uma ótima oportunidade para dar o primeiro passo é utilizar o dinheiro extra do 13° que está vindo por aí. Analise como calcular o 13º salário para aproveitar uma parte e investir.

Dica extra!

Falando em 13° salário, cuidado para não fazer uma má distribuição e se arrepender depois. Um dos maiores erros é se entusiasmar com o dinheiro a mais e comprar por impulso nesse clima de festa de fim de ano, gastando em coisas supérfluas. 

Outro item na lista dos maiores erros cometidos com o 13° está em não se programar e pensar somente no hoje. Planejar os gastos com esse valor extra é fundamental e pensar a longo prazo também, lembre-se que depois das festas de réveillon, um novo mês começa com contas para pagar.

E se você tem contas atrasadas e muitas parcelas no cartão de crédito, porque não aproveitar esse dinheiro para quitá-las? Não priorizar suas dívidas também é uma falha constante. Deixar para depois não vai fazer com que elas desapareçam, somente vai prolongar o seu endividamento e, provavelmente, gerar juros com os atrasos.

Por isso, a dica de ouro é: na hora de receber seu 13°, reflita sobre o que você vai fazer com esse benefício. Analise se, ao invés de gastá-lo, não é melhor quitar suas dúvidas ou guardar uma parte. 

Pense em utilizar a segunda parcela para investir em algo de acordo com seu perfil. Lembre-se que o seu dinheiro renderá e, de acordo com seu investimento, a médio ou a longo prazo, trará mais estabilidade financeira. Se você quer saber mais sobre como aplicar o seu dinheiro, confira o nosso post sobre: 5 dicas de como usar o 13º e fazer seu dinheiro render!

5 dicas de como usar o 13º e fazer seu dinheiro render

Comentários

Assine nossa newsletter