Você sabia que problemas financeiros no casamento estão entre as causas mais comuns de divórcio no mundo todo?

Por mais que um relacionamento seja forte, as dificuldades nas finanças podem agir como um ácido corrosivo, acabando com os laços afetivos que uniam o casal desde o começo. Por isso, é importante agir preventivamente a fim de não deixar que essas questões cheguem ao nível de causar uma separação.

Se você está sentindo que seus problemas financeiros começaram a afetar o seu casamento, este artigo é a leitura ideal. Confira quais são os 5 conflitos causados por dinheiro mais frequentes em um relacionamento e saiba evitá-los!

1. Esconder compras ou dívidas do(a) companheiro(a)

A confiança é a base de qualquer tipo de relacionamento e não poderia ser diferente com a parte financeira de um casamento. A situação não é muito boa nessa área: cerca de 58% dos casais admitem ter traído o parceiro financeiramente.

Uma traição financeira pode se manifestar de diversas formas: desde aquisições inocentes (comprar um sapato ou um videogame escondido, por exemplo) até atitudes mais extremas, como emprestar dinheiro para alguém em segredo ou estourar o limite do cartão de crédito.

Essas situações têm um grande peso no casamento. Psicólogos explicam que uma traição financeira pode causar o mesmo dano de uma conjugal, e exige um esforço semelhante para ser superada: uma boa conversa entre o casal e uma lenta reconstrução da confiança quebrada.

Portanto, evite esconder gastos do seu cônjuge. Mantenha sempre a transparência e a honestidade para não colocar o relacionamento em risco.

2. Discordar sobre a divisão das despesas da relação

Muita gente discorda sobre a divisão da responsabilidade dos gastos da casa. Existem aqueles que acham que um deve cuidar dos compromissos do dia a dia (como aluguel, alimentação e demais contas), enquanto o outro fica responsável pelo planejamento de longo prazo (investimentos, aposentadoria e planos para o futuro).

Também existem os casais que dividem tudo. As contas, sejam grandes ou pequenas, são partilhadas na metade, sem discriminação.

A verdade é que não existe uma resposta “certa” nesse caso. Cada casal deve organizar seu orçamento da maneira que funcionar melhor para seu relacionamento.

Veja também:

Casamento: 7 passos para organizar as finanças para esse momento tão especial.

O importante, porém, é que os dois estejam de acordo. Nenhum modelo vai funcionar se o casal não estiver totalmente comprometido. Por isso, trabalhem juntos e estabeleçam o melhor modelo para as suas finanças.

3. Falhar em manter os gastos sob controle

Poucas situações adicionam tanta tensão a um casamento quanto um dos seus integrantes não conseguir administrar os gastos financeiros.

É complicado: de um lado, o cônjuge que mantém tudo em ordem fica estressado, cansado e irritado. Do outro, aquele que não consegue se controlar fica se sentindo culpado e ainda mais propenso a comprar.

É importante que haja algum método para gerenciar as despesas do lar. Uma boa alternativa é manter certos hábitos, como deixar o cartão de crédito em casa mais vezes, criar uma meta de economia ou elaborar um orçamento bastante detalhado que não possa ser desobedecido. Isso ajuda a evitar que compras por impulso sejam feitas.

Outra boa ideia é começar a registrar todos os gastos em uma planilha do Excel ou mesmo um caderninho. Assim, você e seu cônjuge podem ter mais domínio sobre o dinheiro da família.

4. Não conversar sobre finanças e planos para o futuro

Você tem planos financeiros de longo prazo? Quer construir um patrimônio ou ter uma aposentadoria tranquila no futuro? E qual é a participação do seu cônjuge nesse planejamento?

Se a resposta da pergunta anterior foi “nenhuma”, pode ser que um problema esteja rondando o seu lar. Um casamento é uma relação de longo prazo, e a ideia é que o casal esteja junto por muitos anos, até a velhice. Portanto, é pouco produtivo quando os cônjuges não conseguem sentar e conversar sobre seus planos financeiros de longo prazo.

O pior da falta de comunicação é quando as atitudes do outro influenciam nos planos realizados individualmente. Por exemplo: a esposa pretende fazer um investimento em CDB pensando em uma aposentadoria estável, mas o marido quer utilizar a quantia da conta para trocar o carro do casal. Essa falta de comunicação gera um conflito sobre que destino dar ao dinheiro, acarretando discussões e até brigas.

Dessa forma, para evitar problemas financeiros no casamento, o ideal é que os dois se expressem e estabeleçam uma estratégia conjunta. Também é importante pensar na construção de patrimônio (como a casa própria ou um carro do ano) ou em outros planos familiares (como viagens internacionais).

5. Fracassar em separar o que é “meu” do que é “nosso”

É muito importante que o casal saiba compartilhar o fluxo monetário da casa. Seja qual for o método de divisão de gastos, é positivo que haja uma partilha de tarefas e contas.

Porém, também é essencial haver espaço para que cada um lide com o próprio dinheiro e faça suas compras ou investimentos individuais.

É comum que as pessoas acabem confundindo o que é “meu” com o que é “nosso”. Assim, um fica questionando ou investigando o que o outro faz com o próprio dinheiro, verificando o extrato do cartão de crédito e da conta bancária.

Isso leva a conflitos entre o casal. Claro que, em certos cenários, como um acúmulo de dívidas por causa de gastos descontrolados de um dos cônjuges, é importante sentar e tentar resolver a situação de maneira colaborativa.

Porém, em circunstâncias normais em que as contas da família não estão em risco, é vital que cada um tenha sua individualidade na hora de gerir o próprio dinheiro.

O ideal é encontrar um equilíbrio entre o compromisso com as contas da casa e a liberdade de usar o dinheiro da forma que quiser, sem supervisão.

Agora que já conhece os principais problemas financeiros no casamento, pode começar a organizar o seu orçamento familiar a fim de evitar esses conflitos.

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