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Queda da Selic: como planejar os investimentos? Onde investir?

Escrito por Sofisa Direto | 19/10/2023 18:36:55

A queda da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira definida pelo Copom, tem um impacto profundo em diversos setores da economia. No atual cenário econômico brasileiro, a taxa Selic está em declínio, chegando a 12,75% a.a. em outubro de 2023.

Diante desse contexto, é fundamental entender como essa queda afeta não apenas a economia em geral, mas também os investimentos individuais.Neste post, serão exploradas as principais consequências da queda da Selic e como ela influencia os diversos tipos de investimentos disponíveis. Você também entenderá como fica a poupança com a queda da Selic e onde investir com a queda da Selic.

O que você vai ver nesse post?

Uma boa leitura!

Queda da taxa Selic: principais consequências

Como já mencionado, a taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom, a cada 45 dias em reuniões que duram entre 2 e 3 dias. A definição dessa taxa tem várias consequências significativas em diferentes setores da economia, mas você sabe o que acontece com a queda da Selic

No atual momento econômico brasileiro, a taxa Selic está em queda, e em outubro de 2023, ela é equivalente a 12,75% a.a. O declínio reiniciou nos últimos 90 dias e você pode acompanhar o histórico no endereço eletrônico do Banco Central.

Diante deste fato, como deve se comportar o investidor? Antes de discorrer sobre a influência da queda da taxa Selic nos investimentos, é preciso compreender quais os setores atingidos e entender por que isso acontece.

Setores atingidos

Todos os setores da sociedade são afetados pelas oscilações da taxa Selic, e nem mesmo o Governo Federal foge a essa regra. Com as decisões sendo deliberadas pelo Banco Central, o Governo também pode sofrer as consequências, bem como as empresas e os indivíduos.

Governamental

A taxa Selic é utilizada pelo Governo Federal como um instrumento de Política Monetária para reduzir ou aumentar a inflação, no entanto, o setor governamental é muito impactado pela queda da Selic.

Com a Selic, é possível reduzir o custo de financiar a dívida pública e também possibilita a liberação de recursos para investimentos em áreas como infraestrutura e educação. O uso desse instrumento requer uma gestão fiscal responsável para evitar desequilíbrios fiscais.

Finanças

O consumo e o investimento são atingidos diretamente pela queda na taxa Selic e as  consequências decorrentes são percebidas quase que imediatamente. Com juros mais baixos, o crédito se torna mais acessível e barato, ou seja, mais atrativo para as pessoas realizarem compras a prazo e financiarem bens duráveis, como imóveis e veículos.

Como toda moeda tem dois lados, a queda da Selic também pode criar pressão sobre a inflação. Taxas de juros muito baixas podem levar a um aumento da demanda por produtos e serviços, o que, por sua vez, pode resultar em preços mais altos.

A queda da Selic também beneficia quem já possui dívidas, como empréstimos ou financiamentos, pois seus encargos financeiros diminuem. Para quem ainda tem dinheiro guardado na poupança ou no tesouro Selic, os rendimentos se tornam ainda menos atrativos. 

Investimentos

Se você é um investidor que busca retornos seguros e consistentes, pode enfrentar desafios em um ambiente de taxa Selic baixa, visto que os investimentos de Renda Fixa (geralmente ancorados na taxa de juros básica) tradicionais podem oferecer retornos abaixo da inflação, resultando em perda de poder de compra.

Em contrapartida, a baixa da taxa de juros básica pode incentivar as pessoas a buscarem alternativas de investimento mais rentáveis, como renda fixa privada, ações ou fundos de investimento, que são baseadas em outros índices.

Em momentos de queda dos juros, os investidores costumam migrar para ativos financeiros de Renda Variável em busca de retornos mais altos. Isso pode levar à valorização de ações e outros títulos desta modalidade.

Em resumo, a queda da taxa Selic tem um impacto abrangente na economia e nas finanças pessoais. Portanto, é importante que os investidores e consumidores estejam cientes dessas consequências e tomem decisões financeiras com base em informações de fontes confiáveis.

VEJA TAMBÉM:

Como a queda da Selic interfere nos investimentos?

A grosso modo, você já sabe o quanto os investimentos são sensíveis à oscilação da Selic, mas o que você viu até aqui não é suficiente para entender todas as nuances de interferência da taxa de juros nos investimentos.

Cada tipo de investimento é influenciado de uma forma diferente e com base nas informações abaixo, você conseguirá identificar como algumas aplicações são mais ou menos afetadas e depois pode escolher aquela que mais combina com seus objetivos e com seu perfil investidor.

Renda Fixa

Para quem deseja investir em títulos de Renda Fixa, as notícias não são as melhores. A queda da Selic geralmente resulta em rendimentos menores em investimentos de Renda Fixa, como títulos públicos e CDBs (Certificados de Depósito Bancário). 

Isso ocorre porque muitos desses investimentos têm seus rendimentos atrelados à Selic. Investidores que dependem desses rendimentos podem sentir uma redução em seu fluxo de caixa.

Com a Selic em queda, as melhores alternativas de Renda Fixa são as privadas, como debêntures, LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio). Esses investimentos podem oferecer rendimentos um pouco mais atrativos do que os tradicionais.

Ações

A queda da taxa básica de juros tende a tornar o mercado de ações mais atraente para os investidores em busca de retornos mais altos. Isso pode resultar em um aumento na demanda por ações, levando a valorizações no mercado de capitais. 

Antes de mais nada, é importante lembrar que antes de começar a investir em ações, busque orientação de um especialista. De preferência, consulte uma corretora de sua preferência para buscar informações sobre as melhores ações do período ou fique de olho na carteira recomendada de ações do Banco Sofisa Direto.

Fundos de Investimento

Muitos fundos de investimento ajustam suas estratégias de acordo com as mudanças na Selic. Fundos de Renda Fixa, por exemplo, podem buscar ativos com maior risco de crédito para obter retornos mais altos. 

Fundos multimercados e fundos de ações também podem se beneficiar da busca por ativos mais arriscados em um ambiente de juros baixos.

Uma outra alternativa são os fundos imobiliários, que têm estimulado o crescimento do setor imobiliário no país e são excelentes alternativas para quem deseja viver de renda.

Dólar e Investimentos no Exterior

Investidores que visam uma diversificação internacional podem aproveitar da queda da Selic, já que taxas de juros mais baixas no Brasil podem tornar investimentos em moedas estrangeiras ou ativos no exterior mais atraentes.

Por isso, investir em dólar pode ser uma excelente alternativa para quem deseja diversificar a carteira e ampliar os horizontes no mercado financeiro.

Criptomoedas

Apesar das perdas consideráveis pelas criptomoedas na crise que aconteceu no ano de 2022, as moedas digitais apresentaram uma boa recuperação em 2023, com destaque para o Bitcoin.

Mesmo com a instabilidade econômica internacional, existe um potencial de crescimento do número de usuários buscando autonomia e liberdade para movimentar seus ativos digitais, tornando o ambiente atrativo para investir em criptomoedas promissoras, como é o caso da recém criada Polygon (MATIC).

A queda da Selic também pode impulsionar o interesse por criptomoedas, como, por exemplo, o Bitcoin, uma vez que investidores podem ver esses ativos como uma alternativa aos investimentos tradicionais.

Os investimentos são impactados por diversos fatores. Alguns podem ser controlados pelo investidor, mas a grande maioria foge totalmente ao controle, pois são fatores econômicos atrelados às mudanças no cenário econômico nacional e mundial.

Mas, antes de investir em títulos de Renda Variável, é necessário também entender todas as características da bolsa de valores e como o mercado financeiro pode ser desafiador e cheio de oportunidades. Baixe agora seu e-book e entenda o Bê-a-bá da Bolsa de Valores.

Veja agora algumas opções de investimentos mais atrativas em momentos de queda da taxa de juros básica e não se esqueça, antes de investir, verifique junto à sua corretora quais as melhores opções para você.

Quais as melhores opções de investimento com a queda da Selic?

Diferentes tipos de investimentos são completamente influenciados pelas quedas ou elevações da taxa Selic. Este tema é muito relevante para investidores que já estão no mercado financeiro, mas principalmente para aqueles que desejam ingressar.

Mesmo sob tanta influência, há investimentos que se tornam mais atrativos em momentos econômicos de baixa taxa de juros e agora você conhece algumas alternativas para sua escolha.

Debêntures Incentivadas 

Uma debênture é um título de dívida emitido por empresas com o propósito de captar recursos para financiar projetos e outras necessidades corporativas. 

Quando uma debênture é classificada como "incentivada", isso implica que o investimento goza de benefícios fiscais, ou seja, está isento do Imposto de Renda para pessoas físicas.

As debêntures incentivadas, também conhecidas como debêntures de infraestrutura, representam títulos emitidos por empresas que desempenham atividades estratégicas para o desenvolvimento do país. 

Esses instrumentos financeiros constituem uma modalidade de investimento que desempenha um papel crucial no fomento de setores como transporte, logística, energia e outras áreas prioritárias.

Ações

Uma ação é a fração mínima do capital de uma empresa. Aqueles que adquirem ações de uma empresa também assumem os direitos e responsabilidades associados à condição de acionista.

As ações são negociadas na Bolsa de Valores, no Brasil, é chamada de B3, e os investidores não têm a capacidade de negociar ações diretamente. Em vez disso, eles dependem da assistência de intermediários, tais como as corretoras de valores, para realizar suas operações e ingressar no mercado de ações.

Fundos Imobiliários

Os Fundos Imobiliários, são um consórcio de investidores que unem seus recursos e os direciona para empreendimentos imobiliários, incluindo a construção de imóveis, aquisição de propriedades prontas e investimentos em projetos destinados a disponibilizar habitação e serviços urbanos, até mesmo em áreas rurais. 

Essas propriedades são posteriormente vendidas, alugadas ou arrendadas e seus rendimentos variam de acordo com a forma de gestão. São excelentes alternativas para quem deseja diversificar suas carteiras por meio do mercado imobiliário. 

Diversificação e planejamento 

No post de hoje, destaca-se a importância da diversificação e do conhecimento do seu perfil de investidor, afinal, ao distribuir seus investimentos por diferentes ativos, os riscos são reduzidos e as suas chances de obter retornos estáveis a longo prazo aumentam. 

Para implementar com sucesso uma estratégia de diversificação, é crucial entender o perfil do investidor, pois cada um possui metas, tolerância ao risco e horizontes temporais diferentes. 

Antes de tomar qualquer decisão de investimento, recomenda-se, além da avaliação do seu perfil, a busca por aconselhamento financeiro profissional para ajustar estratégias conforme  o cenário econômico-financeiro no qual você se encontra. 

Enfatiza-se por último a importância do planejamento financeiro, que deve ser contínuo para alcançar metas financeiras sólidas e de acordo com seus objetivos de vida.

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