Se você está guardando dinheiro, é provável que o investimento na Poupança seja uma das primeiras coisas que veio à sua mente. Ela é a opção mais popular entre quem procura obter algum retorno com suas economias.

No entanto, essa velha conhecida dos brasileiros está cercada de mitos. Há quem acredite que ela é o único investimento seguro existente, que seu rendimento é ótimo e que outras opções são complicadas e arriscadas. Nós vamos mostrar como tudo isso não é verdade. Acompanhe!

Mito 1. “A Poupança é o investimento mais seguro”

Ao longo dos anos, a Caderneta ganhou no imaginário popular uma aura de segurança em relação a outras alternativas do mercado. Isso não é verdade.

A Poupança é, sim, segura. Ela conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, instituição privada sem fins lucrativos que tem a função de dar estabilidade para os bancos brasileiros. O FGC entra em cena caso o banco quebre e cobre depósitos de até R$ 250 mil por CPF em cada instituição financeira.

No entanto, o FGC não cobre apenas a Poupança: sua garantia também abrange a conta-corrente e, ainda, as aplicações em Renda Fixa, tais como:

Portanto, a Caderneta não é o investimento mais seguro disponível no mercado: a garantia dela é exatamente a mesma de outros que, como veremos a seguir, possuem uma rentabilidade melhor.

Mito 2. “A Poupança oferece um bom rendimento”

Certamente, em uma conversa informal, você já ouviu alguém fazendo a conta de quanto certo valor renderia por mês se aplicado na Poupança. Infelizmente, esse investimento se tornou a referência de rentabilidade para muita gente. A verdade, no entanto, é que ela paga muito pouco para quem guarda dinheiro.

Nos últimos anos, o rendimento da Poupança oscilou entre 5% e 8% ao ano. No mesmo período, a taxa básica de juros, a Selic, que serve de referência para a remuneração da Renda Fixa, chegou a 14,25% ao ano.

E nem adianta trocar de banco a fim de tentar ganhar mais: a remuneração da Caderneta é definida por lei e exatamente igual em todas as instituições.

Essa comparação já mostra o quanto ela fica atrás de outras opções, mas a situação é ainda pior quando olhamos os números da inflação.

Em 2015, por exemplo, o rendimento foi menor que a variação dos preços: 8,15% contra 10,67%. Quem deixou seu dinheiro parado na Caderneta perdeu poder de compra — isto é, a quantia na Poupança, mesmo acrescida de juros, valia menos do que no ano anterior. 

Por outro lado, existem CDBs que são atrelados diretamente ao IPCA, índice oficial da inflação. Eles pagam a variação dos preços mais uma porcentagem fixa, o que garante um retorno real sempre.

Mito 3. “É bom investir na Poupança pois só ela não paga Imposto de Renda”

A Poupança é isenta da cobrança de impostos. Mas isso, por si só, não a torna um bom investimento.

Há outras opções que também são isentas da cobrança do IR, como a LCI e a LCA, que oferecem resultados bem superiores.

Mesmo o CDB, cuja alíquota de IR varia entre 15% e 22,5% sobre o lucro do investimento (dependendo do tempo pelo qual o dinheiro ficou aplicado), pode ter rentabilidade líquida maior que a da Poupança, caso ofereça uma boa taxa de juros.

Ver só o imposto, portanto, pode fazer você ter prejuízo. O ideal é comparar os rendimentos líquidos e observar se outros investimentos rendem mais.

Mito 4. “Deixo o dinheiro na Poupança para poder tirar quando precisar”

Muita gente deixa seus recursos na Caderneta levando em conta a facilidade de retirada. De fato, é muito simples transferir e sacar. Entretanto, ela não é a única opção de investimento com essa vantagem.

Existem CDBs que oferecem liquidez diária, isto é, que permitem o resgate do valor investido a qualquer momento.

Além disso, a liquidez diária da Poupança tem uma desvantagem que pode fazer você deixar de ganhar dinheiro: a chamada rentabilidade mensal. Devido a ela, os juros só caem na “data de aniversário” do depósito.

Funciona assim: ao colocar R$ 10 mil na Caderneta no dia 14 de junho, por exemplo, o rendimento só será creditado no dia 14 de julho, e depois no dia 14 de agosto, e assim sucessivamente.

Se precisar sacar R$ 5 mil no dia 29 de junho, antes de completar o mês, a quantia retirada não terá correção nenhuma. Além disso, apenas os R$ 5 mil restantes servirão de base para o cálculo do rendimento. Isso quer dizer que você tem que prestar atenção a essas datas a fim de não ter que abrir mão dos juros. 

Já um CDB com liquidez diária rende a cada dia útil. Assim, não importa em que data o resgate será feito: não é preciso deixar de receber o rendimento para poder tirar seu dinheiro. 

Mito 5. “Outros investimentos são mais complicados”

A Poupança é um investimento de operação bastante simples. Você muito provavelmente tem uma Caderneta associada à conta-corrente. Basta depositar ou transferir qualquer quantia e pronto, seu dinheiro já está rendendo.

No entanto, outras modalidades também são tão fáceis de usar quanto esta. Hoje, é possível aplicar em CDBs, LCIs e LCAs pelo computador ou smartphone. Isso é feito por meio de uma conta digital gratuita, de maneira prática e rápida, sem precisar sair de casa. 

Mito 6. “A Poupança é a melhor opção para quem tem pouco dinheiro”

Muita gente usa a Caderneta para guardar pequenos valores, o que é um ótimo hábito. Porém, essas pessoas não sabem que já existem bancos que permitem aplicações em CDBs, LCIs e LCAs a partir de R$ 1. Sim, apenas um real! Assim, mesmo que você não tenha uma quantia alta disponível, já consegue obter rendimentos maiores.

Agora você já sabe quais são os mitos que rondam o investimento na Poupança! Além disso, pôde conhecer também um pouco sobre outras opções de Renda Fixa.

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