Todo mundo que começa a se aventurar no mercado de investimentos já ouviu falar de Renda Fixa e Renda Variável. São duas categorias distintas, voltadas para públicos diferentes, que abrigam diversos produtos com características particulares.

Agora que você está começando a guardar algum dinheiro e pretende fazer com que ele renda mais, chegou a hora de entender um pouco melhor essas duas formas de investimento. Existem explicações simples sobre a Renda Fixa e a Renda Variável, mas elas têm diferenças e semelhanças sutis que podem ser decisivas para que você obtenha um bom rendimento nas suas aplicações.

Vamos entender as diferenças entre elas:

Renda Fixa x Renda Variável

A maior parte dos produtos de Renda Fixa permite que o investidor saiba de antemão qual será o rendimento obtido no momento do resgate, com algumas exceções, como produtos com taxa pós-fixada, Debêntures e LTN quando vendida antes do vencimento. 

Já os produtos de Renda Variável dependem de fatores que não estão ao alcance do investidor e nem da administradora do produto, como variações do mercado financeiro, resultados das empresas que possuem ações na Bolsa de Valores etc.  Ao aplicar em Renda Variável, você só vai saber o quanto ganhou no momento do resgate, quando terminar o contrato ou quando necessitar do dinheiro para alguma emergência.

Assim, pode-se deduzir que os produtos de Renda Fixa são mais voltados para aqueles investidores com perfil mais conservador, enquanto a Renda Variável deve ser considerada por quem não tem medo de encarar os desafios do mercado financeiro.

Será que é isso mesmo? Vamos então conhecer mais a fundo cada tipo de investimento.

Investimentos em Renda Fixa

Como já foi dito, quando o investidor opta por um produto de Renda Fixa, ele já adquire o produto com a forma de remuneração definida. Mas existem variações dessa característica, pois as taxas de rendimento podem ser pré ou pós-fixadas:

  • Investimento com taxa prefixada: ao contratar o produto, o cliente é informado sobre qual taxa será aplicada para gerar a rentabilidade. Portanto, a taxa definida no início do investimento não será modificada até o final do contrato. Se você investir dez mil reais em um CDB prefixado, a uma taxa de 12% ao ano, resgatará o valor de R$11.200,00 ao final de doze meses, descontando a alíquota anual de 17,5% do Imposto de Renda. 
  • Investimento com taxa pós-fixada: nesse tipo de investimento o cliente é informado da forma de cálculo da rentabilidade, mas a taxa está atrelada a algum índice que pode, ou não, sofrer variações de acordo com a conjuntura econômica. Se o investidor escolher um produto baseado na taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), por exemplo, seu resgate ao final contrato dependerá das decisões do governo sobre esse índice.

Mesmo em um investimento que utiliza taxas pós-fixadas, é certo que a Renda Fixa apresenta menos riscos para o investidor. Os produtos são capitalizados da seguinte maneira: no caso de Renda Fixa de instituições privadas, a rentabilidade é obtida por meio de empréstimos concedidos pelo banco para agentes que necessitam de dinheiro. Dessa forma, o credor é remunerado pelo seu empréstimo, enquanto a instituição financeira capta os juros da operação.

No caso dos produtos ligados aos títulos públicos, como o Tesouro Direto, quem capta o dinheiro é o Tesouro Nacional, que emite um título de dívida que pessoas físicas têm acesso. Ao comprar um título público, você permanece como credor, mas emprestando dinheiro para o governo, que aplica o recurso no financiamento da máquina pública.  

Além disso, há outro aspecto fundamental: alguns investimentos em Renda Fixa, como CDB, LCA e LCI, são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito, que oferece uma garantia de até 250 mil reais em caso de perdas ocasionadas pela instituição administradora do produto. 

Pode-se concluir então, que esses produtos são mais voltados para clientes mais conservadores. Em geral são pessoas com mais idade, que não podem deixar o dinheiro investido por um período muito longo e não terão o tempo necessário para se recuperar caso haja alguma perda.

Porém, é preciso ficar atento. Embora mais seguros, os investimentos em Renda Fixa podem sofrer calotes e falta de pagamento. Portanto, é fundamental escolher uma boa instituição para investir.

Principais produtos de Renda Fixa:

  • Títulos Públicos;
  • Certificados de Depósito Bancário (CDB);
  • Caderneta de Poupança;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Debêntures.

Investimentos em Renda Variável

O investidor que escolhe a Renda Variável não se importa de correr os riscos inerentes ao mercado financeiro. Os produtos dessa categoria sofrem valorização ou desvalorização em razão do mercado financeiro, já que estão atrelados ao comportamento de empresas e das bolsas de valores.

Geralmente, os produtos de Renda Variável são capazes de gerar ganhos maiores, pois podem se beneficiar das grandes variações existentes no mercado. Um exemplo é a compra de ações de empresas: se você adquirir um papel de uma empresa que está em evidência e ela sofrer uma súbita valorização, você sentirá os ganhos no bolso rapidamente. Mas também corre o risco de sofrer perdas por qualquer arranhão na imagem.

Imagine que você adquira ações de uma empreiteira que tem se destacado pelo número de obras que vem realizando pelo país. Parece ser um bom negócio. Mas, se um dos sócios da empresa se envolver em um escândalo de corrupção, os prejuízos ocasionados pelos danos à imagem chegarão ao seu bolso.

A Renda Variável deve ser a opção de pessoas com alta tolerância aos riscos do mercado e que conhecem bem e acompanham bastante o mercado e as variações existentes. Em geral, ela é indicada para investidores que dispõem de recursos que, em caso de eventualidades, possam ser perdidos no futuro. 

Principais produtos de Renda Variável:

  • Ações;
  • Câmbio;
  • Fundos de Ações;
  • Derivativos.

A importância de diversificar

Embora a Renda Fixa e Renda Variável sejam voltadas para clientes de perfis distintos, o conselho dos especialistas em investimentos é a diversificação: não deixar todos os ovos na mesma cesta. Você pode começar a investir em Renda Fixa, até formar um colchão de segurança para você e para a sua família. A partir daí, você pode começar a estudar mais sobre Renda Variável para diversificar. 

Outro aspecto muito importante é que, antes de investir, você estude a fundo sobre os produtos que pretende contratar e a instituição na qual aplicará o seu dinheiro. Caso opte por investir na bolsa de valores, analise balancetes e o histórico de rentabilidade da empresa da qual está comprando papéis. Assim, você pode aplicar o seu dinheiro mais tranquilamente, sem precisar passar por sustos desnecessários.

E aí, já decidiu como aplicar o seu dinheiro? Deixe seu comentário no post registrando suas experiências ou suas dúvidas com investimentos em Renda Fixa e Renda Variável. 

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