Drex: inovação da moeda digital brasileira no mercado financeiro
por: Sofisa Direto
investimentos
29 de Novembro de 2023
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O DREX ou moeda digital brasileira é muito mais do que uma simples moeda digital. Representa uma revolução planejada pelo Banco Central do Brasil para transformar o sistema financeiro nacional.
Descubra neste post os detalhes por trás do nome, a lógica que sustenta cada letra da sigla, e como o DREX simboliza a modernização do cenário financeiro, além de ser uma inovação técnica.
Entenda também o que é moeda digital, como essa moeda está moldando o futuro das transações cotidianas e o que esperar do impacto do DREX no mercado financeiro brasileiro.
O que você vai ver nesse post?
DREX: mais do que uma moeda digital
- Pagamentos rápidos e sem burocracia
- Segurança e adaptabilidade
- Inclusão financeira ampliada
- Facilidade em transações de grande porte
- Estímulo à inovação e novos modelos de negócios
Como o DREX irá revolucionar o mercado financeiro?
Uma boa leitura!
O que é DREX?
DREX é a sigla para Digital Real Eletrônico. Este é o nome oficial da primeira moeda digital brasileira, lançada pelo Banco Central do Brasil (BC) como uma inovação destinada a revolucionar o sistema financeiro nacional.
Inicialmente, ele recebeu o nome de Real Digital, mas finalmente o nome adotado foi DREX, em 7 de agosto de 2023. A lógica que explica o nome da nova moeda é desvendada a cada letra que compõe a sigla.
O "D" remete ao digital e sobre a natureza eletrônica da moeda, que existirá de forma virtual e será movimentada por meios eletrônicos. Já o "R" é para relacionar com a moeda física brasileira, o real, conectando o DREX à moeda nacional. Desta forma, essa informação é muito válida, pois esclarece que cada unidade do DREX terá uma equivalência direta com o real físico.
Quanto à inserção da letra "E", de eletrônico, destaca a base tecnológica da moeda, que utiliza a tecnologia blockchain para efetuar o registro das transações de maneira segura e descentralizada.
Por último, a letra "X" no DREX tem vários significados. Primeiramente, ela remete à palavra "transações", enfatizando a capacidade do DREX de facilitar múltiplas formas de transações financeiras.
Representa também a modernidade e a conexão, salientando a inovação e a interconexão que o DREX busca introduzir no cenário financeiro brasileiro. Uma outra explicação para o uso do "X" é a referência ao PIX, um outro sistema inovador de pagamentos instantâneos adotado no Brasil.
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O DREX não é apenas uma moeda digital
Além de ser uma moeda digital, o DREX é uma iniciativa que simboliza a transformação do sistema financeiro brasileiro. Será que ele pode ser considerado o novo bitcoin?
A adoção da tecnologia blockchain, do registro distribuído e com a capacidade de realizar transações de forma rápida e segura, torna este dinheiro digital um agente de modernização e democratização do acesso aos serviços financeiros.
Você sabia?
Apesar de serem utilizadas como sinônimos, existem diferenças entre blockchain e registro distribuído ou DLT (Distributed Ledger Technology).
Apesar das semelhanças, como a descentralização e criptografia, há diferenças relevantes entre eles:
- Enquanto todos os blockchains são DLTs, nem todas as DLTs são blockchains;
- As DLTs são bancos de dados digitais distribuídos, sem administrador central, proporcionando transparência;
- A principal diferença está na descentralização: blockchains são públicas, ao passo que as DLTs podem restringir o acesso.
Existem três tipos de redes: centralizada, descentralizada e distribuída. O potencial transformador das tecnologias descentralizadas, como blockchain e DLT, são aplicadas especialmente no setor financeiro, em exchanges descentralizadas e soluções de dívidas tokenizadas.
Neste momento, o DREX ainda está em fase de testes e representa uma aposta do BC na promoção da inclusão financeira, redução de custos operacionais e estímulo à inovação no mercado financeiro.
O nome DREX reflete não apenas as características técnicas da moeda, mas também a visão de um futuro financeiro mais acessível, eficiente e conectado para o Brasil.
E falando em conexão, o Banco Sofisa Direto é o primeiro banco digital de investimentos do Brasil e tem buscado ao longo dos anos desenvolver alternativas e soluções que lhe ajudem a prosperar financeiramente por meio dos melhores investimentos do mercado financeiro.
Como vai funcionar a moeda digital DREX?
À medida que o lançamento do DREX se aproxima da realidade brasileira, é essencial compreender como essa moeda digital se integrará ao seu cotidiano, alterando hábitos financeiros e proporcionando novas experiências nas transações diárias.
1. Pagamentos rápidos e sem burocracia
Uma das mudanças mais perceptíveis será a velocidade nas transações. Com o DREX, realizar pagamentos será uma questão de segundos, eliminando intermediários e toda a burocracia associada a outras formas de pagamento.
Será possível realizar a compra de um café e até programar o pagamento de contas mensais. Tudo isso contando com a agilidade do DREX, que transformará a dinâmica dos pagamentos cotidianos. Será o fim das filas?
2. Segurança e adaptabilidade
A segurança é uma prioridade no desenvolvimento do DREX. Como serão utilizadas a criptografia, como no caso das criptomoedas, e a validação por uma rede descentralizada, isso proporcionará um ambiente altamente seguro.
Para além da segurança, a capacidade que o DREX terá de se adaptar a diferentes formas de pagamento, como cartões, boletos e Pix, oferece aos usuários a liberdade de escolher a opção mais conveniente em cada situação, aliando conforto e comodidade às movimentações financeiras.
3. Inclusão financeira ampliada
Em 2021, no Brasil, cerca de 34 milhões de pessoas não tinham acesso a bancos, e apesar desse número estar em queda, o DREX surge como um agente de estímulo à bancarização e à inclusão financeira, alcançando aqueles que enfrentam obstáculos nos serviços bancários tradicionais.
Milhões de brasileiros sem acesso a contas bancárias serão beneficiados, podendo realizar transações e participar ativamente na economia digital, promovendo, assim, uma inclusão social e econômica.
4. Facilidade em transações de grande porte
Que o DREX trará praticidade nas transações cotidianas, você já sabe, mas ele irá se destacar em negociações de maior porte, como, por exemplo, a introdução de contratos inteligentes, a compra e venda de imóveis, veículos e até títulos públicos se tornarão processos mais rápidos e seguros.
A execução automática desses contratos proporcionará que múltiplas transações sejam feitas simultaneamente, eliminando preocupações sobre qual parte do acordo deve ser cumprida primeiro. Muito prático, não é mesmo?
5. Estímulo à inovação e novos modelos de negócios
A introdução do DREX não se limita apenas a uma mudança nos hábitos de consumo, mas também serve como um instrumento de alavancagem para a inovação no setor financeiro brasileiro.
A partir de movimentações em um ambiente propício para o desenvolvimento de novos produtos e serviços baseados em tecnologia DLT (Distributed Ledger Technology), abrirá caminho para soluções mais convenientes e personalizadas.
À medida que o DREX se torna uma realidade palpável, você está prestes a testemunhar uma transformação significativa em sua relação com o dinheiro. Mais do que uma moeda digital, o DREX representa a promessa de um sistema financeiro mais ágil, inclusivo e adaptado às necessidades modernas.
A sua adoção permitirá aos brasileiros, que estarão no centro desta revolução financeira, participarem da construção de um futuro com novas transações e acesso aos serviços financeiros no país de forma totalmente diferenciada.
Como o DREX irá revolucionar o mercado financeiro?
O DREX irá revolucionar o mercado financeiro brasileiro, introduzindo uma série de inovações e melhorias que podem transformar a maneira como as transações e serviços financeiros são conduzidos.
A tecnologia, chamada de registro descentralizado, mudará a forma como o mercado financeiro lida com dinheiro e ativos digitais. Essa tecnologia está por trás de novos jeitos de fazer negócios utilizando o DREX, a nova moeda digital.
O uso de segurança DLT traz benefícios importantes, como automatizar processos, padronizar e tornar mais eficientes as transações financeiras e os contratos inteligentes (smart contracts), que são programas que rodam de forma segura e automática, reduzindo custos e aumentando a rapidez das operações.
Quando se fala em tokenização de ativos, significa transformar ativos físicos em ativos digitais. Essa é uma tendência cada vez mais comum nos mercados financeiros. Imagine poder transferir parte de um ativo, como um imóvel, de maneira rápida e fácil, sem burocracia? Isso é possível com a tokenização.
No Brasil, ainda não temos uma infraestrutura descentralizada, especialmente adaptada para transações com ativos tokenizados. Isso significa que, muitas vezes, usamos moedas digitais sem regulação adequada, o que pode trazer riscos. É aí que entra o DREX.
O DREX, além de utilizar a tecnologia DLT, é emitido pelo Banco Central, o que propicia mais segurança e transparência. Ele possibilita transações mais eficientes, rápidas e seguras. Além disso, o DREX traz benefícios para um número maior de pessoas, sem os riscos de um ambiente financeiro não regulamentado.
Ao integrar tecnologias modernas como a DLT e uma moeda do Banco Central, o DREX se destaca como uma solução inovadora, tornando o mercado financeiro brasileiro mais eficiente e acessível para todos.
O DREX substituirá dinheiro em espécie?
Apesar de circular algumas notícias sobre a possibilidade da descontinuidade ou substituição do dinheiro em espécie. Este é um dos projetos de inovação do Banco Central que tem buscado o aumento da segurança, da eficiência e da inclusão no Sistema Financeiro Nacional.
O Drex possui regras que não objetivam controle, restrição de uso ou discriminação do uso da moeda. Muito menos estabeleceu uma data de expiração para a utilização de recursos no Drex, que tem foco no desenvolvimento de modelos inovadores associado ao uso de tecnologias.
Além disso, são garantidos os princípios e regras de privacidade e segurança previstos na lei brasileira, em especial na lei do sigilo bancário e na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
O Banco Central já deu início ao programa-piloto do DREX?
O Banco Central anunciou que o projeto piloto do Drex já iniciou uma nova fase de testes e segue até o fim do primeiro semestre de 2025. Nesta fase o Banco Central pretende testar soluções tecnológicas para garantir a privacidade nas futuras transações da nova moeda digital.
Apesar da intenção do do Banco Central, Roberto Campos Neto, de lançar o Drex na virada de 2024 para 2025, isso não foi possível. Ainda será necessário avaliar as diversas possibilidades de uso, levando em consideração os requisitos de privacidade exigidos pela legislação em vigor no país.
Serão incluídos durante esta fase de testes, ativos não regulados pelo Banco Central no ambiente de testes, contando com a participação ativa de outros agentes reguladores como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), destacou o órgão.
As novidades do mercado financeiro não param de surgir e para saber mais sobre essas mudanças e como isso afeta o seu bolso, acesse o blog do Banco Sofisa Direto!
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