Diversificar a carteira de investimentos é bastante importante para nós como investidores. Esta estratégia é uma das formas mais inteligentes de obter ganhos mais altos e maximizar a sua rentabilidade com investimentos.

Montar uma carteira diversificada requer bastante estudo e adequação, isso porque, você deve sempre procurar por investimentos que sejam condizentes com o seu perfil de investidor.

Neste cenário, é importante conhecer os mais diversos tipos de investimentos, inclusive, aprender sobre investir no exterior. Essa prática não só é possível, como existe mais de uma forma de fazer. E é sobre isso que vamos falar neste post. Mas antes, vamos entender um pouco mais sobre a bolsa de valores do Brasil.

Como funciona a bolsa de valores do Brasil?

No Brasil, nós temos apenas uma bolsa de valores regulamentada para atuar no mercado acionário e balcão, estamos falando da B3. Ela é uma das principais empresas de infraestrutura financeira do mundo e atua nos ambientes de bolsa e balcão.

Para negociar ações no pregão da B3 no Brasil, é necessário contar com a ajuda de intermediários, que chamamos de corretoras ou distribuidoras de valores. Estas, têm por função efetivar as ordens de compra e venda dos ativos negociados na bolsa em nome dos investidores.

Quando falamos na bolsa de valores, muitos pensam que trata-se apenas do mercado de ações, mas não é bem assim. Entre os ativos negociados dentro da bolsa, estão: ações, opções, ETFs (Exchange Traded Funds), fundos imobiliários (FIIs).

Cada ativo funciona de uma forma diferente e todos eles estão disponíveis para negociação diariamente dentro do horário de funcionamento da bolsa.

Como investir em ativos no exterior?

Agora que você já conhece um pouco mais sobre o funcionamento da bolsa de valores, vamos entender as formas de viabilizar o investimento no exterior dentro do seu planejamento estratégico financeiro.

Existem algumas formas de fazer investimentos fora do Brasil, mesmo morando aqui, dentre elas, você pode ou não enviar dinheiro para o exterior. As duas formas são viáveis e não precisam necessariamente de um alto valor para investir. É apenas uma questão de entender o que faz mais sentido para você.

Confira as formas de investir fora do país:

Fundos de investimentos internacionais

Vamos começar pelos fundos de investimentos, que também são bem comuns aqui no Brasil e são uma forma de investir no exterior sem precisar trocar a moeda, ou seja, você pode investir em real.

Dentre as mais diversas carteiras de fundo de investimentos, existem os fundos multimercados e o fundo de ações, neles, pode ser que o gestor da sua carteira opte por investir uma porcentagem limitada em recursos no exterior, todavia, existe um tipo específico de fundo cuja inscrição é feita com a característica "investimento no exterior", é o que chamamos de fundos internacionais. Estes fundos possuem permissão regulatória para alocar recursos em ativos estrangeiros.

Mas, para fundos de investimentos internacionais existe uma restrição importante: este tipo de investimento é permitido apenas para investidores qualificados: são aqueles que possuem no mínimo R$ 1 milhão investido ou que sejam profissionais certificados no mercado financeiro de capitais.

Para os investidores qualificados, a vantagem de escolher este investimento é a facilidade e acessibilidade, visto que todo o processo é feito pelo Brasil, só que aplicado em ativos no exterior.

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ETFs

ETFs são mais uma opção de investir em ativos financeiros internacionais sem tirar dinheiro do Brasil. Esse tipo de investimento pode ser negociado diretamente no pregão da B3 e ele busca replicar os resultados de um índice previamente atrelado (tal como o Ibovespa).

O que isso significa? Que ao escolher a composição da carteira, o gestor irá analisar a composição de ativos que fiquem o mais perto possível do índice escolhido. Ou seja, ao esperar o retorno, você deve ter em mente que ele Irá seguir o índice escolhido.

Assim como o Ibovespa, existem índices internacionais, e caso seja o seu objetivo, o gestor da sua carteira pode se basear em índices como o S&P 500 (principal referência de indicador no mercado americano).

O índice S&P acompanha a variação das 500 maiores empresas do mundo negociadas na bolsa de Nova York e na NASDAQ. Usando este índice como referência, você irá expor o seu investimento ao mercado internacional e acompanhar também os ganhos relacionados a ele.

BDRs (Brazilian Depositary Receipts)

Um tipo de investimento diferente e bem interessante. Os BDRs são mais uma forma de investir no exterior sem "sair de casa". Eles são papéis brasileiros que espelham certificados de ações emitidas no exterior, mas que são negociadas no pregão da B3.

Como os BDRs funcionam na prática? Quando você decide investir em uma BDR, você irá comprar certificados de valores mobiliários correspondentes e títulos emitidos no Brasil, mas que representam as ações do exterior.

Ou seja, ao adquirir os BDRs, você não irá comprar diretamente um ativo do exterior, e sim um certificado representativo deste ativo. Esses investimentos estrangeiros são comprados por instituições depositárias que fazem o trabalho de emitir os BDRs e vender para os investidores.

Ao comprar este título, você terá a sua rentabilidade atrelada ao rendimento que a companhia tiver no exterior e não no Brasil. Interessante, não?

Corretoras no exterior

Uma outra forma de investir no exterior, é abrir uma conta em uma corretora internacional. Nestes casos, você compra quantias em dólar diretamente com a corretora e investe em ativos estrangeiros.

Uma forma semelhante também é abrir uma conta no exterior, só que em bancos estrangeiros. Aqui, você obrigatoriamente irá converter o valor para a moeda local e investir nas opções disponíveis no banco de sua escolha.

Quais as vantagens de investir no exterior?

Bom, pensando em como montar uma carteira de investimentos, a primeira coisa que poderíamos falar seria a questão da diversificação da carteira (como mencionamos lá em cima), mas não é só isso.

Basicamente, além da diversificação, quando você opta por investir no exterior, você abre uma porta de possibilidades. Um dos cenários favoráveis é o seguinte: na B3, temos cerca de 1% do mercado mundial listado para negociação, isso fica em torno de 400 empresas. Se comparamos com o universo existente nos Estados Unidos, por exemplo, onde as bolsas possuem mais de 5 mil empresas, são muitas opções, não é verdade?

Falando em economia mesmo, sabemos que o real não é uma moeda muito forte mundialmente falando e infelizmente, o nosso cenário econômico tem passado por inúmeras instabilidades. Nesse sentido, investir em moedas mais fortes do que a nossa, é também uma forma de proteger o patrimônio, independente da economia local.

Se todo o seu investimento estiver em apenas um ativo, em um cenário de crise, você pode sofrer grandes prejuízos. E por isso a diversificação é tão importante.

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