À primeira vista, estudar fora pode parecer um objetivo difícil de alcançar para quem não conta com muitos recursos ou ajuda da família.

Afinal, a tarefa envolve investimentos consideráveis, como emissão de passaporte, compra de passagens aéreas com destino internacional, pagamento de taxas de matrícula e garantia de acomodação, alimentação e transporte durante todo o período de estudos no exterior.

A boa notícia é que, com bastante foco, organização pessoal e planejamento financeiro, é possível estudar fora sem gerar dívidas ou grandes complicações no seu orçamento.

Quer valorizar o seu currículo com uma pós-graduação em uma universidade internacional? Gostaria de vivenciar a cultura de outro país, mas não sabe como se preparar financeiramente?

Separamos, a seguir, 6 dicas úteis para ajudá-lo a realizar o sonho de estudar fora. Confira:

1. Analise os seus gastos

Como você já sabe, sair do país para estudar envolve planejamento e economia em longo prazo. Por isso, se não quiser passar por apertos financeiros enquanto realiza o seu sonho de estudar fora, comece avaliando em detalhes quais são os seus gastos atuais.

Uma estratégia eficiente é registrar em uma planilha todas as suas despesas, sejam elas diárias ou mensais, incluindo até mesmo os valores em centavos. Nesse momento, você pode e deve considerar gastos como aluguel, planos por assinatura, compras de supermercado, conta de celular, faturas de água e luz, academia, transporte e as saídas de final de semana, por exemplo. Quanto mais precisa a sua planilha for, mais controle você terá sobre o próprio orçamento.

Além de analisar os gastos atuais, é muito importante fazer uma lista com as estimativas de custos para o futuro no país de destino. Essas despesas vão além das mensalidades na universidade, também é preciso pensar em acomodação, visto, passaporte, material de estudo, passagens aéreas e convênio médico internacional, por exemplo.

Se possível, pesquise com calma o custo de vida no país onde pretende estudar e converse com pessoas que já estão lá, em busca de mais informações. Assim, é possível ter uma ideia aproximada do investimento necessário e se preparar com calma para que a sua experiência seja confortável.

2. Adote um estilo de vida mais econômico

Com a sua planilha de despesas em mãos, o próximo passo é rever os gastos desnecessários no seu cotidiano. A partir desse ponto, é bastante provável que você tenha que deixar alguns hábitos de lado se quiser economizar sem comprometer o pagamento de contas prioritárias do mês.

Anda gastando bastante com alimentação fora de casa? Avalie se não existem outros estabelecimentos mais baratos disponíveis na região, ou então cogite levar comida de casa. Você paga pelo melhor plano de TV, mas assiste pouco? Que tal procurar por uma opção mais em conta, com menos canais?

Atitudes como essas, ainda que pareçam pequenas, podem fazer uma grande diferença no seu orçamento final.

3. Venda coisas que não utiliza mais

É bastante comum manter em casa diversos objetos que você não utiliza mais, seja por apego emocional, porque ganhou de presente de alguém ou porque comprou na promoção, sem pensar duas vezes.

A saída aqui é usar isso a seu favor e revender as coisas que estão paradas, destinando esse lucro para a sua viagem de estudos.

Nesse sentido, é possível encontrar saída para tudo, desde eletrodomésticos, sapatos e videogame antigo até roupas de cama e utensílios de cozinha.

Lojas de móveis usados, brechós e grupos de compra e venda são bons canais de divulgação nesses casos.

4. Quite suas dívidas

A ideia de que é mais fácil guardar dinheiro no exterior já faz parte do senso comum. Mas, por mais que pareça tentador, evite se mudar tendo dívidas pendentes no Brasil.

O principal motivo para isso é que, apesar de receber em outra moeda, você pode encontrar algumas dificuldades de adaptação nos seus primeiros meses morando em outro país, especialmente se você pretende trabalhar enquanto estuda.

Para garantir que você não passe por complicações financeiras e se surpreenda com despesas imprevistas, prefira quitar as suas dívidas e parcelas em aberto antes de sair do país para estudar.

5. Encontre bolsas de estudos parciais

Seja qual for o seu país de destino e a duração do curso pretendido, pesquise com antecedência sobre possíveis oportunidades de bolsas de estudos parciais no exterior.

Alguns governos e instituições de países fora do circuito mais procurado (como Inglaterra, Estados Unidos, Espanha e França) cobrem inclusive alguns gastos menores, como moradia, plano de saúde e passagens de ida e volta.

Mas como muitos estudantes concorrem a essas vagas, fique sempre atento à abertura dos editais e aos prazos, e avalie se alguma das opções se encaixa em seu perfil. Você pode buscar mais informações sobre bolsas e programas de financiamento no site do Institute of International Education (IIE), por exemplo.

6. Faça investimentos financeiros

Caso você já tenha algum dinheiro guardado, considere aplicar a sua renda extra para conseguir retorno financeiro com o tempo. Apesar de parecer uma tarefa complicada em um primeiro momento, existem algumas opções de Renda Fixa bastante indicadas para quem nunca fez investimentos financeiros antes.

Um exemplo é o Certificado de Depósito Bancário (CDB), uma espécie de aplicação de Renda Fixa de baixo risco, do tipo crédito privado. Na prática, isso quer dizer que você empresta dinheiro para o banco e o retira depois de um período predeterminado, acrescido de uma taxa de juros.

Durante esse período, o banco vai utilizar o seu depósito como empréstimo a pessoas ou empresas que precisem dele. Entenda quais são as vantagens do CDB neste post.

Outras opções de investimento para iniciantes são as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Da mesma forma que no CDB, você realiza um depósito bancário e retira o seu investimento depois de determinado período. Mas, nesses casos, sua aplicação servirá como financiamento para o mercado imobiliário e para o agronegócio, respectivamente.

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