Mercado Financeiro em Foco: Tarifas dos EUA e Impactos Globais
por: Sofisa Direto
Análises Financeiras
17 de Fevereiro de 2025
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Confira o resultado do cenário econômico nacional e internacional de 10 a 16 de fevereiro, além da expectativa para a semana atual, por Roberto "Bob" Carline, estrategista-chefe do Banco Sofisa.
Brasil
A semana no Brasil contou com a divulgação do IPCA, que teve a menor taxa para o mês de janeiro desde o início do Plano Real, impulsionada pela redução da energia elétrica residencial – efeito do Bônus de Itaipu, ao passo que os indicadores de crescimento de setor serviços e vendas no varejo demonstraram retração. A imposição de tarifas de importação sobre aço e alumínio pelos EUA também gerou preocupações, tendo em vista que o nosso país é um dos principais fornecedores desses produtos para os americanos. Por fim, o Executivo manifestou a intenção de facilitar o crédito consignado para empresas privadas, gerando interpretações mistas entre os agentes de mercado, uma vez que tende a estimular o crescimento econômico, mas contrasta com a postura do Banco Central, que busca conter a inflação.
Mundo
No cenário internacional, a volatilidade persistiu após os decretos de Donald Trump, impondo tarifas recíprocas contra países que taxam os EUA, além de 25% sobre a importação de aço e alumínio. As medidas geraram preocupações entre os agentes econômicos, que a veem como um fator de pressão inflacionária global. Já na Zona do Euro, o mercado reagiu bem às propostas de Trump para pôr fim à guerra da Ucrânia. Como já destacamos, o arcabouço MAGA pode enfraquecer as relações comerciais entre os países ocidentais e abrir espaço para a China se fortalecer como alternativa.
Resultados
Os nossos resultados acumulados (de 31 de outubro de 2023 até 12 de fevereiro de 2025) mantiveram estabilidade, com leve retração nos perfis com maior exposição ao risco de mercado. A performance foi particularmente impactada pela queda do Ibovespa no fechamento do dia 12 (última data da cota disponível - que ainda não reflete o valor de fechamento do dia 14). Embora as alocações permaneçam sólidas e bem posicionadas para enfrentar os desafios do cenário macroeconômico global e doméstico, seguimos analisando outras classes de ativos para reforçar a consistência dos resultados, especialmente no perfil moderado.


A semana que se inicia em 17 de fevereiro no Brasil terá uma agenda econômica mais enxuta, com destaque para a inflação medida pelo IGP-10 e IBC-Br. Sem grandes eventos na esfera macroeconômica, as atenções se voltam para Brasília, onde o mercado segue atento ao calendário parlamentar, especialmente à reforma da renda, que deve ser anunciada em breve pelo Ministro da Fazenda. No exterior, os holofotes estarão sob a divulgação do PIB japonês e o indicador de preço dos imóveis na China. Enquanto nos EUA, a agenda inclui vendas de casas usadas, confiança do consumidor e pedidos de seguro-desemprego, ao passo que divulgações de novas medidas do arcabouço MAGA também podem trazer volatilidade.
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Atenção ao novo horário de funcionamento da Bolsa de Valores. Confira os novos horários para negociação.
- Mercado à vista (Ações, Fundos de Investimentos Imobiliários e BDRs): 10h às 17h55;
- ETFs de Renda Variável: 10h às 17h55;
Para a negociação de contratos futuros listados abaixo, os horários seguem sendo os mesmos:
- Futuro e Futuro Mini de Ibovespa: 09h às 18:25h;
- Futuro e Futuro Mini de Reais por Dólar Comercial: 09h às 18:30.
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